24/09/2026
TCDF bloqueia até R$ 2,7 bi de ex-dirigentes do BRB por negócios com o Master

Na quarta‑feira, 23 de setembro de 2026, o Tribunal de Contas do Distrito Federal decidiu, por unanimidade e em sessão fechada, bloquear até R$ 2.761.749.206,55 nas contas e bens de cinco ex‑dirigentes do Banco Regional de Brasília, segundo o próprio TCDF. Cada um dos cinco tem 30 dias para apresentar defesa, conforme a decisão. O bloqueio totaliza 2,7 bilhões de reais, valor que o tribunal indica para resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos. Mas o que motivou essa medida ainda não havia sido divulgado amplamente.
O bloqueio está ligado à crise gerada pelos negócios do BRB com o Banco Master, liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central por indícios de gestão fraudulenta, de acordo com a Agência Brasil. Investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, sob supervisão do STF, apontam que ex‑dirigentes podem ter recebido vantagens indevidas para autorizar a compra de carteiras de crédito fraudulentas que ultrapassam R$ 12 bilhões. O BRB está em desconformidade regulatória, pois não apresentou balanço operacional e patrimonial desde 2025, informou o TCDF. Além disso, o tribunal exigiu que o BRB envie, em até 24 horas, informações de auditoria independente para quantificar os prejuízos. Ainda, foi determinada uma instrução prioritária para avaliar a extensão do bloqueio a outras pessoas envolvidas.
Nos próximos 30 dias, os cinco ex‑dirigentes poderão contestar o bloqueio; ao término, o TCDF decidirá sobre a liberação ou a destinação dos recursos, segundo o tribunal. O relatório da auditoria independente deve chegar ainda nesta semana, o que pode ampliar o montante bloqueado. Para o cidadão, o caso pode significar recuperação de recursos públicos e maior rigor na gestão de bancos estaduais, reduzindo risco de novos rombos. Enquanto isso, a PF continua a investigar possíveis irregularidades que ainda não foram totalmente reveladas. Se você gostou, deixa o like e se inscreve aqui no Entenda Agora.
Fonte: Agência Brasil — conteúdo sob licença CC BY 3.0 BR.
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