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BRASIL

24/09/2026

TCU pede alternativas antes de cassar concessão da Enel em SP

TCU pede alternativas antes de cassar concessão da Enel em SP
Foto: Vitali Adutskevich / Pexels

O Tribunal de Contas da União recomendou que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel estudem alternativas antes de decretar a caducidade da concessão da Enel em São Paulo. Segundo a Agência Brasil, a recomendação aprovada no plenário do TCU, relatada pelo ministro Augusto Nardes, exige uma análise estruturada sobre os impactos da medida. A caducidade é a punição mais severa prevista em contrato, e uma troca forçada de operador na distribuidora paulista seria algo inédito na história do setor elétrico brasileiro. De acordo com o tribunal, o governo precisa demonstrar com dados que a extinção do contrato trará um benefício líquido real para a população. Mas para entender por que essa decisão foi tomada agora, é preciso olhar para a origem do impasse.

Segundo a Agência Brasil, esse processo no TCU começou em 2023, após uma representação do Ministério Público motivada por um grande apagão na Grande São Paulo. A Aneel avalia se a empresa tem falhas estruturais, considerando a resposta da distribuidora a eventos climáticos extremos em 2023, 2024 e 2025. A Enel contesta essa tese e pediu que as consequências práticas da rescisão fossem calculadas, argumento que acabou aceito pelo tribunal. De acordo com o TCU, qualquer transição exige medir os custos de indenização de bens reversíveis, a escolha do novo operador e o impacto nas tarifas. Além disso, o pedido de renovação antecipada da Enel está suspenso enquanto o processo não for concluído, o que traz desdobramentos diretos para os clientes.

De acordo com a determinação do tribunal, o governo federal e a Aneel têm um prazo de 60 dias para apresentar um cronograma detalhado focado na continuidade do fornecimento de energia após o fim do contrato atual, que vence em 2028. A palavra final sobre a cassação ainda dependerá da diretoria da agência e do Ministério de Minas e Energia. Na prática, a medida busca evitar que um encerramento precipitado gere novos apagões ou aumente o valor da conta de luz na região metropolitana. Se você gostou, deixa o like e se inscreve aqui no Entenda Agora.

Fonte: Agência Brasil — conteúdo sob licença CC BY 3.0 BR.

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