25/09/2026
Dólar sobe 0,47% e encosta em R$ 5,20 em meio a pessimismo externo

Na quinta (24), o dólar comercial fechou a R$ 5,1931, alta de 0,47% segundo a Agência Brasil, e chegou a R$ 5,202 por volta das 15h. O Ibovespa recuou 0,99%, terminando em 183.965 pontos, também de acordo com a Agência Brasil. O rendimento do Treasury americano de 10 anos subiu para 5,2209%, nível nunca visto acima de 5% ao ano desde 2007, conforme a Reuters. O barril Brent avançou 3,41% para US$ 106,60 e o WTI subiu 2,65% para US$ 94,61, dados da Reuters. O Banco Central vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos, aumentando a oferta de dólares no mercado, segundo o próprio BC. Mas o que quase ninguém notou foi a combinação desses movimentos com a pressão fiscal interna.
A alta do dólar acompanhou um aumento nos rendimentos dos títulos norte‑americanos, reflexo de preocupação com a inflação nos EUA e da expectativa de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve, conforme a Reuters. O preço do petróleo subiu porque as negociações entre Estados Unidos e Irã permanecem incertas, elevando o risco de interrupção no Estreito de Ormuz, segundo a Reuters. No Brasil, o BC reduziu a projeção de crescimento do PIB em 2026 de 2% para 1,8% e elevou a estimativa de déficit efetivo para 2026 para R$ 80,9 bilhões, de acordo com o Banco Central. Além disso, os ministérios da Fazenda e do Planejamento cortaram a necessidade de contenção de despesas de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões, mas aumentaram o déficit, informação divulgada pelo governo. Esses fatores combinados intensificaram a aversão ao risco nos mercados emergentes, explicando a fuga de capital que pressionou a moeda brasileira.
Para o consumidor, a cotação próxima de R$ 5,20 eleva o preço de produtos importados, da gasolina ao eletrônico, e pode encarecer o crédito, já que bancos ajustam tarifas ao custo da moeda. Investidores devem observar novas intervenções do BC e os próximos relatórios fiscais, previstos para o fim de outubro, que podem mudar a oferta de dólares. Enquanto isso, a alta do petróleo indica que custos de energia podem subir, impactando a conta de luz e o preço dos alimentos. Fique atento às variações cambiais e ajuste seu orçamento antes que a inflação reflita esses choques. Se voce gostou, deixa o like e se inscreve aqui no Entende Agora.
Fonte: Agência Brasil — conteúdo sob licença CC BY 3.0 BR.
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