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BRASIL

01/10/2026

Dólar fecha a R$ 5,17 e Ibovespa acumula alta de 5% em setembro

Dólar fecha a R$ 5,17 e Ibovespa acumula alta de 5% em setembro
Foto: Pixabay / Pexels

O mercado financeiro fechou o mês de setembro com alívio no Brasil e no exterior. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, o dólar comercial caiu 0,76% nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,174, acumulando uma queda de 0,15% no mês e recuo de 5,75% em 2026. Ao mesmo tempo, o índice Ibovespa avançou 1,37% no dia, atingindo 186.340 pontos, o que garantiu uma valorização de 5,03% em setembro. Enquanto as ações brasileiras subiam puxadas por bancos e setores da economia doméstica, a cotação do petróleo seguiu o caminho inverso e subiu: o barril do tipo Brent avançou 1,94%, negociado a US$ 98,03. Esse movimento simultâneo de queda na moeda americana e alta nas bolsas teve motivos bem definidos no cenário internacional.

De acordo com a Agência Brasil, o principal motor dessa reação foi a inflação nos Estados Unidos abaixo do esperado. O núcleo do índice PCE subiu 0,2% em agosto, ante projeção de 0,3%, reduzindo a pressão por novos aumentos de juros pelo Federal Reserve em outubro. Esse cenário atraiu capital para emergentes: dados da B3 apontam que os investidores estrangeiros injetaram R$ 9,569 bilhões no mercado acionário brasileiro até 28 de setembro, somando saldo positivo de quase R$ 29 bilhões no ano. Por outro lado, o petróleo subiu devido a tensões geopolíticas. Conforme o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, um navio-tanque foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, enquanto a Rússia prorrogou a proibição de exportação de diesel até o fim de outubro, pressionando a oferta global.

Na prática, a queda do dólar ajuda a conter a inflação no Brasil ao baratear produtos importados e insumos industriais. Por outro lado, o avanço do petróleo tipo Brent, que acumulou alta de cerca de 7% em setembro segundo dados oficiais, mantém o alerta para o custo dos combustíveis. O mercado agora acompanha os estoques informados pelo Departamento de Energia americano para avaliar os próximos impactos nos preços ao consumidor. Se você gostou, deixa o like e se inscreve aqui no Entenda Agora.

Fonte: Agência Brasil — conteúdo sob licença CC BY 3.0 BR.

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