EA Entenda Agora
BRASIL

02/10/2026

Fachin defende eleições após suspeita de interferência dos EUA no STF

Fachin defende eleições após suspeita de interferência dos EUA no STF
Foto: Edmond Dantès / Pexels

Na quinta-feira, primeiro de outubro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, divulgou uma nota oficial defendendo a paz e a liberdade de escolha nas eleições do próximo domingo, dia quatro de outubro. Segundo dados da Justiça Eleitoral citados pela Agência Brasil, mais de cento e cinquenta e oito milhões de brasileiros estão aptos a votar. Fachin afirmou que o voto é a garantia da vontade popular, mas o pronunciamento ocorreu em um momento de alta tensão diplomática. Horas antes, a Advocacia-Geral da União acionou a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República para apurar uma denúncia de interferência estrangeira no processo eleitoral, e a origem dessa acusação explica o alerta em Brasília.

De acordo com reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada na quarta-feira, dia trinta de outubro, o governo dos Estados Unidos teria destinado um milhão de dólares — cerca de cinco vírgula um milhões de reais — para financiar uma campanha focada em deslegitimar o STF. A partir dessa denúncia, segundo a Agência Brasil, a AGU pediu a atuação da Polícia Federal para determinar se houve tentativa direta de desestabilizar as instituições brasileiras. Diante desse cenário de suspeitas, o ministro Fachin defendeu publicamente o trabalho da Justiça Eleitoral e pediu serenidade aos eleitores. Mas com investigações abertas, como essa situação afeta o dia da votação?

Na prática, a votação deste domingo, dia quatro de outubro, segue mantida sem alterações para os mais de cento e cinquenta e oito milhões de eleitores. A investigação sobre a suposta interferência estrangeira tramita na Polícia Federal e na PGR, sem impacto no funcionamento das urnas eletrônicas. A orientação do STF e da Justiça Eleitoral é para que o cidadão exerça o voto com confiança nas instituições. Acompanharemos os novos desdobramentos dos relatórios da PF sobre o caso. Se você gostou, deixa o like e se inscreve aqui no Entenda Agora.

Fonte: Agência Brasil — conteúdo sob licença CC BY 3.0 BR.

← Voltar para todas as matérias