07/10/2026
PCCE indicia namorado de Isabelle Caracristi por violência psicológica

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) indiciou João Munhoz Neto, de 34 anos, por violência psicológica contra a namorada, a estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, e por fraude processual contra as investigações sobre a morte dela. As informações foram divulgadas pela corporação nesta quarta-feira (7), com a conclusão do inquérito sobre o caso. A universitária foi encontrada morta no último dia 13 de setembro, no pátio de um edifício residencial onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A investigação apontou que a causa da morte foi "uma precipitação voluntária da estudante". A polícia e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) produziram 17 laudos periciais, além de oitivas e provas. No total, foram colhidos os depoimentos de 29 pessoas, entre familiares, amigos e colegas de trabalho do casal, além de moradores e funcionários do prédio onde Isabelle morreu.
O procedimento foi remetido ao Poder Judiciário em 30 de setembro. Durante a investigação, a PCCE cumpriu, em 22 de setembro, um mandado de prisão preventiva contra o namorado da estudante, com a finalidade de garantir a instrução criminal. João Munhoz foi preso em Fortaleza.
Além disso, celulares e dispositivos eletrônicos foram apreendidos e analisados. Entre os laudos periciais produzidos pela Pefoce estão necropsia, toxicológico, local de crime, laudo de DNA, papiloscopia, laudo de análise de áudio e de vídeo em câmeras e dispositivos tecnológicos. A perícia informou que foram analisados cerca de 700 vídeos de imagens de câmeras colhidas durante o processo de investigação, da área externa do condomínio, além de investigações no apartamento onde Isabelle morava.
Ao todo, 22 peritos e auxiliares de peritos atuaram no caso. A Agência Brasil tentou contato com a defesa de João Munhoz Neto e até o momento não teve retorno. Como denunciar a violência contra a mulher É possível pedir ajuda e denunciar casos de violência doméstica e contra a mulher na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
O serviço está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br. Denúncias de violência contra a mulher também podem ser apresentadas em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), em delegacias comuns e nas Casas da Mulher Brasileira. Saiba onde encontrar Ainda é possível pedir ajuda por meio do Disque 100, que recebe casos de violações de direitos humanos, e pelo 190, número da Polícia Militar.
Fonte: Agência Brasil — conteúdo sob licença CC BY 3.0 BR.
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