09/10/2026
Lula defende PEC 6x1 e faz críticas em ato eleitoral no DF

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva participou de um ato de campanha do segundo turno em Ceilândia, região administrativa localizada a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília, segundo a Agência Brasil. Durante o discurso, o candidato voltou a defender publicamente a Proposta de Emenda à Constituição, a PEC que acaba com a jornada de seis dias de trabalho para um de descanso. De acordo com a Agência Brasil, a proposta defende a transição para a escala de cinco dias trabalhados por dois de folga. No evento, o presidente esteve acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva, do candidato ao governo do Distrito Federal Leandro Grass e da vice na chapa Dora Gomes. Conforme divulgado pela Agência Brasil, Lula também confirmou presença em um novo ato eleitoral neste sábado, dia 10, em Natal. Mas o tom do discurso chamou atenção ao direcionar críticas diretas a setores financeiros e políticos.
Durante sua fala em Ceilândia, de acordo com informações publicadas pela Agência Brasil, o candidato declarou que o país não será governado por sócios do Banco Master nem por parentes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No mesmo evento, segundo a Agência Brasil, o presidente fez menções à gestão da pandemia de covid-19 e defendeu a soberania nacional ao comparar o respeito à bandeira brasileira com interesses de exploração de riquezas por agentes estrangeiros. As declarações ocorrem em meio ao avanço das discussões sobre a flexibilização das regras trabalhistas na legislação brasileira. A PEC do fim da escala 6x1 está em debate no Senado Federal e tem gerado posicionamentos divergentes entre trabalhadores, entidades sindicais e setores empresariais, o que coloca o tema no centro das articulações políticas do Congresso.
Na prática, para quem trabalha no modelo de seis dias por um de descanso, nada muda de forma imediata na rotina profissional. A alteração na jornada de trabalho só passará a valer se a proposta for votada e aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. A data para a votação desse projeto no Senado ainda não foi divulgada. O debate reflete o impacto direto que eventuais reformas trabalhistas podem trazer para o cotidiano do trabalhador e para o custo operacional das empresas no país. Se você gostou, deixa o like e se inscreve aqui no Entenda Agora.
Fonte: Agência Brasil — conteúdo sob licença CC BY 3.0 BR.
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