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BRASIL

12/10/2026

Lula amplia incentivos culturais; Flávio Bolsonaro defende patrimônio

Lula amplia incentivos culturais; Flávio Bolsonaro defende patrimônio
Foto: cottonbro studio / Pexels

Segundo a Agência Brasil, o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva propõe ampliar os incentivos culturais, revisando a Lei Aldir Blanc (14.399/2022) e a Lei Rouanet (8.313/1991). O mesmo documento indica que, entre 2023 e 2025, o Fundo do Audiovisual e a Cota de Tela destinam R$ 3,6 bilhões ao cinema nacional. Em contraste, Flávio Bolsonaro não anuncia aumento de recursos, mas promete aperfeiçoar as leis de incentivo e corrigir distorções, focando no desenvolvimento de polos regionais. Ambos os candidatos destacam a preservação do patrimônio histórico, mas Lula inclui regras claras sobre direitos autorais dos saberes populares. Essa disputa se desenrola no cenário eleitoral de 2026, com impacto direto nas políticas culturais do país.

Durante o mandato de Jair Bolsonaro (2019‑2022), o Ministério da Cultura foi extinto no primeiro dia de governo e substituído por uma secretaria vinculada ao Ministério do Turismo, segundo a Agência Brasil. O orçamento federal para projetos culturais caiu de R$ 245,5 milhões em 2018 (Gestão Temer) para R$ 89,5 milhões em 2022. Os governos do PT, ao contrário, criaram Pontos e Pontões de Cultura, o Vale Cultura em 2013 e, em 2023, restabeleceram o Ministério da Cultura, além de lançar a Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar 195/2022) que repassou R$ 3,86 bilhões ao setor pós‑pandemia. Essas medidas ampliaram a infraestrutura cultural e fortaleceram a produção audiovisual, enquanto a gestão anterior reduziu drasticamente o apoio estatal.

Se Lula for eleito, a ampliação das leis de incentivo e a criação de crédito para iniciativas de economia criativa podem gerar novos empregos para artistas, ampliar o acesso a cursos técnicos e apoiar a indústria de games, conforme o plano divulgado pela Agência Brasil. A proposta de regulamentar o streaming e a inteligência artificial pode mudar a forma como o público consome conteúdo digital. Já a proposta de Flávio, ao focar apenas na correção de distorções sem novo financiamento, pode manter o nível atual de recursos, limitando a expansão de projetos regionais. Para o cidadão, a diferença se traduz em mais ou menos oportunidades de participação em eventos culturais, acesso a bolsas de estudo e disponibilidade de espaços públicos para produção artística. Se voce gostou, deixa o like e se inscreve aqui no Entenda Agora.

Fonte: Agência Brasil — conteúdo sob licença CC BY 3.0 BR.

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