15/10/2026
TRE-RJ pede apoio de tropas federais para o segundo turno

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu reforçar a segurança do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro. Segundo a Agência Brasil, a Corte aprovou nesta quinta-feira, dia 15, um pedido formal para o envio de tropas federais ao estado. A solicitação agora segue para a avaliação do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, que precisará aprovar a medida e fazer a requisição formal ao Ministério da Defesa, com o apoio do governo estadual. A medida prevê a atuação de militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para garantir a segurança e o apoio logístico em 15 municípios da Região Metropolitana, incluindo a capital, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Mas para entender o motivo dessa mobilização, precisamos olhar para a justificativa apresentada pelo próprio tribunal.
De acordo com o presidente do TRE do Rio, desembargador Claudio de Mello Tavares, a situação de segurança no estado permanece inalterada em relação ao primeiro turno. O magistrado afirmou que existe uma ameaça grave e contínua causada pelo controle territorial armado exercido por facções criminosas e milícias sobre extensas áreas e locais de votação. Segundo o tribunal, os militares atuarão na escolta e distribuição das urnas eletrônicas e no patrulhamento das ruas para proteger eleitores, mesários e juízes. Vale lembrar que, conforme informado pela Agência Brasil, os eleitores do estado do Rio votarão apenas para presidente da República no dia 25, já que a disputa para o governo estadual foi encerrada no primeiro turno com a vitória de Douglas Ruas, do PL. E essa presença militar impacta diretamente a rotina de quem vai votar.
Na prática, a decisão garante patrulhamento das Forças Armadas nos locais de votação de cidades como Belford Roxo, São João de Meriti, Magé, Itaboraí e Niterói, assegurando que o eleitor consiga votar sem intimidações. As tropas federais também garantem a chegada das urnas às seções eleitorais localizadas em regiões sob domínio do crime organizado. O próximo passo é o parecer oficial do TSE e a organização do plano de contingência pelo Ministério da Defesa até a data da votação. Se você gostou, deixa o like e se inscreve aqui no Entenda Agora.
Fonte: Agência Brasil — conteúdo sob licença CC BY 3.0 BR.
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